Paz, prazer em te conhecer

Eu já a pressentia nos livros, nas poesias, nas músicas que “invadiam meu coração como uma enchente sobre o  Japão”. 

Ela estava no meu caminho, em nomes de praças, parques, igrejas e templos. Li livros e livros na tentativa de assimilar seu significado. Aprendi a pedi-la em minhas preces, a desejá-la ao próximo como a mim mesma, a buscá-la em toda parte, a lutar para defendê-la.

Mas há apenas alguns meses fui verdadeiramente apresentada a ela. 

Foi no mês de setembro, durante o movimento “Caravana da Paz de 2021”, que recebi um convite da querida Mônica Thiele para cantar a paz na Live A potência transformadora do canto das vozes humanas.

E foi simples assim, a transformação aconteceu.

Eu estava em um período de emergência de sombras, daqueles momentos em que você sente muita raiva de ter se deixado capturar por elas e a atitude mais difícil parece ser a de sentir compaixão por si mesma.

Estava nesse movimento de emoções muito intensas, quando recebi a lista de músicas para aprender a cantar: Paz em Mim, de Plínio Cutait, Ponto de Oxaguiã, Gayatri Mantra e Shalom a cantiga tradicional Judaica transformada por Pierre Weil em canção de paz.  

Quando entoei pela primeira vez a música Paz em Mim, um verso ecoou nas profundezas do Ser e a mudança aconteceu: Estar em mim é PAZ!!!

Cantar isso no tom certo, feito o mais potente mantra, alinhou os chackras, acalmou minhas memórias e a respiração se aprofundou. A mestra música em comunhão com a mestra poesia realizaram o milagre.

Num sopro, descobri o verdadeiro sentido da paz, aquela que sobrevive aos conflitos, que firma os passos e ilumina as sombras, fazendo um convite ao infinito de todos nós: Viva a Paz!


Lenita Fujiwara é redatora, reikiana, recém-desperta da Normose e, pela forte ressonância com os Terapeutas do Deserto, é aspirante ao Colégio Internacional dos Terapeutas. 

X